Chacina de Pioz: assassino de família da PB na Espanha recebe cartas de amor e pode dar telefonemas na prisão

  • 23/08/2026
(Foto: Reprodução)
Chacina de Pioz completa 10 anos com condenado a perpétua e processo em aberto na PB François Patrick Nogueira Gouveia, condenado a duas prisões perpétuas e mais 25 anos de reclusão pelas mortes dos tios e dos primos pequenos, da Paraíba, na cidade de Pioz, na Espanha, recebe cartas de amor de pretendentes e tem direito a telefonemas mensais na Penitenciária de Aranjuez, na província de Madrid. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Essas informações foram repassadas por Walfran Nogueira, tio de Patrick e irmão de Marcos Nogueira, um dos assassinados na Chacina de Pioz, em 2016. Além do tio, foram mortos a esposa de Marcos, Janaína Santos Américo; e dois filhos pequenos do casal, Maria Carolina, de 4 anos, e David de 1 ano. As vítimas foram mortas e esquartejadas, com os corpos tendo sido encontrados dentro de sacos plásticos. No mês em que a Chacina de Pioz completa uma década, o g1 relembra os principais acontecimentos e desdobramentos do caso em uma série de reportagens. As cartas de amor Patrick Nogueira, condenado a prisão perpétua pela morte de tios e primos da Paraíba na Espanha Reprodução Em entrevista ao g1, Walfran Nogueira, que mora na Espanha, disse que as cartas são enviadas ao sobrinho principalmente por mulheres, devido ao caso ter recebido um enfoque midiático muito grande no país europeu e o assassino ter se tornado conhecido pelo crime que cometeu. "Ele é uma pessoa muito conhecida aqui na Espanha por esse caso, então é um caso midiático, dá muita proteção a ele (a Justiça). Ele não se envolve com todo mundo, ele tem poucos amigos na prisão, ele é um cara que lê muito, recebe muitas cartas, muitas cartas. Muita gente quer falar com ele, muitas mulheres querem se envolver com ele. E ele não dá, ele é muito neutro", disse. Em 2021, Patrick chegou a ser agredido por cerca de dez presos dentro do presídio em Cádiz, ficando com vários hematomas. Ele foi levado para uma hospital da região e ficou quatro dias internado, se recuperando posteriormente. Depois disso, ele foi transferido para a Penitenciária de Aranjuez, na província de Madrid. É sobre isso que Walfran fala que a Justiça "dá muita proteção a ele". Na penitenciária, ainda segundo o tio, além das cartas, ele recebe visitas periodicamente, inclusive de familiares dele no Brasil. Sobre eventuais visitas de Marvin Henriques Correia, investigado no Brasil por suposto auxílio psicológico a Patrick na morte do tio Marcos, por meio de mensagens, Walfran disse que isso não aconteceu, mesmo com a proximidade entre ambos na época do crime e que, se isso acontecesse, na opinião dele, seria um atestado de culpa por parte de Marvin. "Nunca, nunca. No dia que Marvin visitar ele, está assumindo que é amigo mesmo do Patrick. E nas entrevistas ele já diz que Patrick não é mais amigo dele. Se você pegar na entrevista da série (feita na Espanha), se você ver a entrevista dele, ele fala que Patrick foi um atraso na vida dele, que ele errou de amizade, que ele não é mais amigo, que ele não entra mais em contato com Patrick", disse. Essa série citada por Walfran foi ao ar pela primeira vez em 2023, sete anos após a chacina. Naquela ocasião, o próprio Marvin disse em entrevista que gostaria que as pessoas não se lembrassem dele pela "mancha" do passado. Telefonemas na prisão Também conforme o relato do tio, Walfran, Patrick Nogueira tem direito a ligações dentro da prisão na Espanha, além das visitas. Ele disse que esse é um benefício dado pela Justiça espanhola para presos como Patrick. Em relação às visitas, uma das pessoas que, segundo o tio, recorrentemente se encontra com o filho é a mãe dele. "Ela visita ele sempre quando pode. Sempre quando pode ela estava vindo visitar. Ela estava aqui há uma semana. Ela visita porque é mãe, não tem como. Ela é mãe, visita ele. Ele tem acesso a poder chamar (fazer ligação), porque a Justiça aqui dá o direito de fazer uma ou duas ligações por mês, entendeu? Então ele pode fazer uma ligação e é isso", disse. O tio também comentou que, além de familiares, ter acesso a Patrick é "quase impossível", seja para jornalistas seja para curiosos em geral. Ele citou, inclusive, que alguns tablóides espanhóis, dada a repercussão do caso, e até alguns veículos internacionais de mídia, já ofereceram para Patrick dinheiro para conceder entrevistas. Ele recusou. "Não consegue, ninguém consegue, porque ele não quer. A orientação é ele evitar falar o máximo que ele puder. A orientação é essa", ressaltou. O g1 entrou em contato com a defesa de Patrick Nogueira sobre o atual momento do cumprimento da prisão perpétua na Espanha, mas a advogada disse que não vai comentar. Perdão a Patrick Patrick era um jovem amável e educado. É como Walfran definiu a personalidade do jovem antes do crime. Segundo ele, todos da família gostavam de Patrick e em nenhum momento houve qualquer tipo de pensamento relacionando o jovem com eventuais crimes. "Patrick sempre foi uma pessoa carinhosa. Ele era uma pessoa educada, uma pessoa amável. Patrick era uma pessoa prestativa. A gente estava sentado, em família, e alguém falava: 'Ah, quero beber um copo com água, quero uma Coca-Cola'. Ele se levantava e ia na geladeira pegar, sem ninguém mandar. Ele era uma pessoa que gostava de servir. Era uma educação incrível, uma pessoa super educada", relembrou. Essa personalidade, Walfran relembra, marcou muito ele, pois antes da ida à Espanha os dois conviviam juntos, inclusive, saíam para jogar bola, já que o tio foi um jogador de futebol profissional quando mais jovem. Os amigos do tio também gostavam da presença agradável dele. "Eu levava Patrick para sair comigo e meus amigos, ex-jogadores de futebol, porque como eu joguei no Botafogo, de João Pessoa, e no Campinense, então eu tinha muitos amigos de futebol. E eu levava ele para o churrasco, para o futebol, para bater um papo. E ele sempre se comportou bem, nunca demonstrou nada. Meus amigos gostavam dele. Ele era muito educado com meus amigos. Meus amigos diziam que 'o teu sobrinho como é educado, como ele é cara inteligente'", ressaltou. Walfran afirmou que quando descobriu que o assassino era Patrick, isso foi um baque e uma quebra da imagem que ele tinha do sobrinho, o que marcou muito a ele mesmo e a família. "Quando soubemos que era Patrick, ali foi um baque, foi uma notícia terrível para nós saber que era uma [pessoa] tão querida, tão amada, uma pessoa de confiança que foi colocada dentro da casa do meu irmão. Então, para nós da família, foi mais uma apunhalada no coração, porque além de saber da morte do meu irmão, saber que foi uma pessoa tão íntima, tão amada e tão próxima", contou. Também ao g1, Walfran disse que não guarda ódio contra Patrick mesmo após o crime, e que isso faria mal a ele mesmo. E se, não guardar ódio significa "perdão", ele perdoou o sobrinho e também Marvin, investigado por auxílio psicológico no crime. "Então, eu não guardo esse sentimento de vingança, de raiva, de ódio. Então eu vejo isso como perdão (...). Eu não sou a favor de pagar o mal com o mal, porque violência gera violência. Então eu sou a favor do quê? Que a justiça seja feita. Isso perante à lei. Para isso existe lei", ressaltou. Prisão perpétua Cela de presídio na Espanha Divulgação Com as penas de prisão perpétuas impostas a Patrick na Espanha, atualmente ele está preso na Penitenciária de Aranjuez, na província de Madrid. Ele foi para o presídio após ser transferido vindo da prisão de Puerto III, em Cádiz. Na unidade, ele passou a integrar o "módulo de respeito" do estabelecimento prisional de Aranjuez, voltado para presos que cumprem normas rígidas de convivência. A prisão perpétua é a punição mais grave existente na Espanha, e pode ser revista a cada 25 anos. A próxima revisão da pena do assassino será em 2041. Relembre o crime Marcos Nogueira à direita e Janaína, à esquerda, ambos mortos por Patrick Nogueira na Espanha Facebook/Marcos Nogueira Marcos Campos Nogueira chegou na Espanha em 2013, em busca de uma melhor oportunidade de vida em relação ao que a família tinha na Paraíba. Ele viajou primeiro para se estabelecer no país e buscar trabalho no setor da gastronomia e restauração. No ano seguinte, em 2014, sua esposa, Janaína Américo, e a filha mais velha do casal, Maria Carolina, foram ao seu encontro para morarem todos juntos. Já o filho mais novo do casal, David, nasceu na própria Espanha. Segundo Walfran, a chegada de Patrick à Pioz, uma pequena cidade de 5.261 habitantes onde a família tinha criado raízes, foi repleta de afeto. Mas, o dia a dia se deteriorou em muito pouco tempo, pelo menos pela ótica do jovem. Entre a chegada dele à casa dos tios e o crime houve apenas 5 meses de diferença. O fruto do desgaste estava, segundo Marcos teria relato para Walfran, porque Patrick não ajudava nos afazeres da casa. "Mas com a convivência, com o dia dia, eles foram tendo e vivendo situações que foi causando desconforto para família. Principalmente para a Janaína e as duas crianças. Então, segundo o Marcos e segundo a Jainaína me contaram, Patrick fazia comida, não limpava o fogão, não limpava os pratos, não jogava o lixo, deixava tudo pra mulher de Marcos, a Jainaína fazer. E Janaína contava para o Marcos. E Marcos chegava em casa e ia conversar com ele (Patrick). E aí eu acho que foi criando um mal-estar por causa desses besteirinhas, desses detalhes. Foi criando um mal-estar na convivência", disse. Walfran atribui raiva às atitudes de Patrick com a família e, segundo ele, essa raiva se originou nesse desgaste diário. O crime Julgamento de Patrick Nogueira começou nesta quarta-feira, na Espanha; ele é réu confesso do caso da Chacina de Pioz TV Cabo Branco/Reprodução Os corpos de Marcos, Janaína e das duas crianças estavam em sacolas, dentro da casa alugada pela família quando foram encontrados cerca de um mês depois, em 18 de setembro, de 2016. Nesse hiato de tempo, a Guarda Civil espanhola trabalhou com a possibilidade de que o crime tivesse acontecido por ajuste de contas. Porém, com o avançar das investigações, descartou-se essa tese e, 15 dias após a descoberta dos corpos, o caso foi dado como encerrado. François Patrick Nogueira Gouveia, sobrinho de Marcos, foi apontado como único suspeito, após a polícia achar material genético dele no local do crime. Os corpos dentro dos sacos plásticos foram encontrados esquartejados. A primeira a ser morta foi a tia Janaína, com uma facada na cozinha. As duas crianças foram mortas posteriormente, em um quarto da casa. No momento das três mortes, Marcos não estava na residência, porque estava trabalhando. O tio foi morto depois, quando chegou do trabalho. Entre as mortes e a chegada do tio, Patrick esquartejou os corpos da tia e das crianças. Marcos foi morto quando entrou em casa. Depois de ser preso, Patrick falou sobre a morte e disse que tudo "foi muito rápido". “Matei os quatro porque matar apenas Marcos me parecia cruel. Não ia deixar uma família sem marido e sem pai. Não sofreram, não gritaram, foi muito rápido”, disse o jovem em depoimento à época. No mesmo depoimento, ele disse que "sentia necessidade de matar". Essa declaração foi dada à Justiça de Guadalajara, a qual a emissora de TV espanhola Antena3 teve acesso a trechos do depoimento reproduzidos à época no g1. Segundo Patrick, essa sensação foi sentida três dias antes do que ficaria conhecido como a Chacina de Pioz. “Três dias antes [do crime], senti a necessidade de matar. Isso acontece muitas vezes, desde os 12 anos. Quando isso acontece, eu bebo muito”, declarou o jovem, segundo a emissora à época. Pelo crime, Patrick Nogueira foi condenado a duas prisões perpétuas. Posteriormente, Patrick também foi condenado a uma quarta pena, de 25 anos de prisão, pelo assassinato da esposa do tio dele, na mesma ocasião. Ele chegou a retornar ao Brasil enquanto ainda não era suspeito do crime, no período de um mês em que os corpos não tinham sido encontrados. Depois, ele se entregou às autoridades e confessou ter assassinado a família. Entenda mais abaixo. No período entre os assassinatos da tia e das crianças e da morte do tio, Patrick se comunicou com um amigo, que estava na Paraíba, por meio de mensagens. O amigo se chama Marvin Henriques, a quem ele chamou de "irmão mais novo" também à época. As mensagens de Marvin Patrick detalha o crime para o amigo Marvin na conversa, enquanto esperava o tio chegar na casa Reprodução/Polícia Civil da Paraíba De acordo com a Polícia Civil à época, que investigou Marvin Henriques, ele "deu dicas" para Patrick concluir o quarto assassinato, após o triplo homicídio da esposa do tio e dos primos. A conversa entre os dois acusados registrada pela polícia espanhola entre as 15h55 do dia 17 de agosto até as 6h57 do dia 18 do mesmo mês, ambos horários da Espanha. No conteúdo, Patrick relata com detalhes como matou a mulher e as duas crianças. Marvin pergunta qual das três vítimas ele matou primeiro e Patrick responde que “na mulher, depois a mais velha e depois o moleque de um ano”. Patrick contou, nas mensagens que cortou a garganta de Janaína e que seus primos ficaram gritando nesse momento. “As crianças ficaram gritando. Massa que os pirralhos nem correm, só ficam ‘travadão’. O pirralho de um ano falava algumas coisas, mas na hora falava nada, não”, detalhou Patrick. Durante a conversa, Marvin se mostrou compreensivo com o amigo e chegou a dar dicas, como o fato de Patrick tentar enterrar os corpos e na forma de abandonar o casa onde a família foi assassinada. “Sai pela frente mesmo, de manhã, como se fosse caminhar ou algo do tipo. Sei lá. De madrugada pode parecer suspeito. Mas eles não vão descobrir nem tão cedo as mortes”, comentou Marvin nas mensagens. De João Pessoa, por meio do WhatsApp, Marvin alertou Patrick em não deixar rastros na cena do crime: “Ajeita essas luvas direito. Deixa eu ver aqui o que mais [tem a ser feito]. Tem alguma coisa por aí? Ou alguma coisa que ligue a você?”. A isso, Patrick deu uma resposta negativa. “Beleza. Então está tranquilo, mas tem que ficar pensando minuciosamente, para não dar merda”, conclui Marvin. Em um outro momento, enquanto esperava Marcos retornar do trabalho, após matar a tia e os primos, esquartejá-los e limpar o local dos assassinatos, Patrick comentou que achou que fosse vomitar, mas que não sentiu nojo e chegou até a rir no início do esquartejamento e, por fim, a ter raiva pelo esforço de esquartejar as vítimas. O assassino confesso brinca com o amigo sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira Reprodução/Polícia Civil da Paraíba Ainda nas mensagens Patrick comenta que precisava compartilhar o fato com alguém, mas que tinha medo de perder o amigo caso relatasse algo sobre os três primeiros homicídios. “Eu estou feliz que tu está de boa. Eu fiquei com medo de tu dizer ‘boy, acabou’. Eu tenho medo de te perder, mas eu não podia não compartilhar contigo”, desabafou Patrick. Marvin, então, envia uma mensagem rindo e chama o amigo de assassino. “Eu pensei que ia mudar algo na minha vida [matar alguém]. Eu pensei que ia me sentir mais vivo”, Patrick responde. O amigo responde explicando que não podia fazer nada, que ele era " doente" mesmo. Em outra troca de mensagens, os dois afirmam que amam um ao outro. Caso Pioz: Fantástico mostra, com exclusividade, conversa entre Patrick e Marvin Em João Pessoa, Marvin chegou a ser preso como particípe do crime contra Marcos. Depois, a Polícia Civil indiciou o suspeito e moveu o caso para a esfera judicial. A Polícia Federal, no âmbito de atuação dela, não viu crime nas atitudes de Marvin, apenas uma conduta moralmente reprovável, não prevista em lei como crime. No processo criminal após o indiciamento feito pela Polícia Civil, o caso foi apreciado pela Justiça da Paraíba. Inicialmente, após análise da peça da defesa, a Justiça entendeu que ele não participou do homicídio e que não praticou nenhum crime tipificado no Código Penal Brasileiro, decidindo assim pela absolvição sumária. A sentença foi da juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho, do Segundo Tribunal do Júri da Capital, em 2021. Após essa decisão, o caso foi tratado como finalizado. No entanto, mais recentemente, em 2023, a Justiça reabriu o processo contra Marvin Henriques, que já estava em liberdade. A nova decisão foi tomada em fevereiro daquele período após pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Mais recentemente, em 2024, a Justiça negou um recurso apresentado pela defesa de Marvin. Os advogados tentavam reverter uma decisão do próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia barrado o envio do processo ao Supremo Tribunal Federal (STF). O que diz a defesa de Marvin Sheyner Asfora, advogado de Marvin, foi entrevistado pela reportagem. Ao g1, ele afirmou que defesa vai entrar com um pedido de incompetência da Justiça Estadual da Paraíba para julgar o processo reaberto. Segundo ele, o caso deve ser julgado pela Justiça Federal, devido aos acordos internacionais de cooperação de investigação entre o Brasil e a Espanha. Sobre a conduta de Marvin em relação a Patrick, ele disse que as mensagens não caracterizaram crime e, sim, uma conduta moralmene reprovável. "Foi reprovável do ponto de vista moral, do ponto de vista ético, do ponto de vista cristão, mas moralmente reprovável, não reprovável do ponto de vista jurídico-penal. Essa esfera não tem qualquer responsabilidade. Esse é um ponto importante e que a defesa sustenta em várias oportunidades", ressaltou Sheyner. Sobre o ponto da troca de mensagens não caracterizar crime, a defesa afirmou que as mensagens não influenciaram Patrick Nogueira no assassinato de Marcos e que a interação foi escolhida pelo assassino e não partiu de Marvin. "Todos têm a plena consciência que as mensagens só surgiram, só foram iniciadas após a morte, o homicídio das três vítimas. E houve um intervalo para a espera do tio. E foi por conta própria que assim ele fez. O Patrick inicia essa conversa e iniciou com o Marvin. Poderia ter iniciado com qualquer pessoa, qualquer outra pessoa que estivesse aqui no Brasil, em qualquer lugar do mundo. E eu disse naquela oportunidade, e aqui repito, a troca de mensagens não caracterizou o crime", disse. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/08/23/chacina-de-pioz-assassino-de-familia-da-pb-na-espanha-recebe-cartas-de-amor-e-pode-dar-telefonemas-na-prisao.ghtml


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