Mais de 170 trabalhadores são resgatados em operação contra trabalho análogo à escravidão, na PB

  • 11/03/2026
(Foto: Reprodução)
Fiscalização resgata 175 trabalhadores e registra pagamento de R$ 1 milhão, na PB Divulgação/Ministério do Trabalho e Emprego Um operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 175 trabalhadores em condição análoga à escravidão em obras da construção civil em João Pessoa e na região metropolitana. A operação foi iniciada em 25 de fevereiro e chegou ao fim nesta quarta-feira (11). Ao todo, dez empreendimentos foram fiscalizados, com resgates em quatro obras, incluindo imóveis residenciais no litoral e empreendimentos de alto padrão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo a Auditoria-Fiscal, essa foi uma das maiores operações de combate ao trabalho escravo já realizadas no estado. A operação foi conduzida por Auditores-Fiscais do Trabalho do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), coordenado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao MTE. R$ 1 milhão em verbas rescisórias e FGTS pagos Todos os empregadores fiscalizados foram notificados a regularizar os vínculos trabalhistas, quitar verbas rescisórias e recolher o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores resgatados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao final da operação, as determinações foram cumpridas, com pagamento total de cerca de R$ 1 milhão em verbas rescisórias e FGTS recolhidos durante a própria ação. Em um dos casos, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta com uma das empresas autuadas, em articulação com o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública da União. O acordo prevê o pagamento de dano moral individual a cada trabalhador resgatado. Os trabalhadores também têm direito a três parcelas do seguro-desemprego especial e foram encaminhados aos órgãos municipais de assistência social para atendimento prioritário. Condições encontradas nas obras fiscalizadas Os auditores identificaram trabalhadores alojados em locais improvisados, com dormitórios superlotados e sem estrutura adequada. Em algumas obras, não havia instalações sanitárias em condições de uso nem acesso regular à água potável. Também foram constatadas falhas no fornecimento de alimentação, problemas nas condições das cozinhas e instalações elétricas improvisadas nos alojamentos. Nos canteiros, a fiscalização encontrou ausência de proteção contra quedas, poços de elevador sem isolamento, andaimes montados de forma irregular e equipamentos operando sem dispositivos de segurança. Diante dos riscos, foram lavrados termos de embargo e interdição, com paralisação total das atividades em obras específicas. Como denunciar? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar — basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que, a partir das informações fornecidas pelo denunciante, a fiscalização possa analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/03/11/mais-de-170-trabalhadores-sao-resgatados-em-operacao-contra-trabalho-analogo-a-escravidao-na-pb.ghtml


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