Postos de combustíveis de Campina Grande são denunciados ao MPPB por suspeita de cartel
08/01/2026
(Foto: Reprodução) Procon de Campina Grande denuncia indícios de formação de cartel entre postos
O Procon de Campina Grande encaminhou ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) uma denúncia contra postos de combustíveis da cidade por suspeita de cartel, após aumento no preço da gasolina e indícios de alinhamento entre os estabelecimentos.
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O g1 entrou em contato com o MPPB para saber se o órgão aceitou a denúncia, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem. O presidente do sindicato dos postos de combustíveis nega que tenha ocorrido reajuste abusivo na cidade.
Em dezembro, o Procon realizou uma pesquisa de preços no município e constatou que 42 dos 62 postos pesquisados estavam vendendo gasolina a R$ 5,99. O coordenador do Procon-CG, Waldeny Santana, afirmou que o reajuste não foi divulgado à população.
Segundo o órgão de defesa do consumidor, no final de 2025, os postos teriam promovido um aumento médio de R$ 0,30 no litro da gasolina em Campina Grande, sem apresentar justificativas que explicassem o reajuste de forma proporcional aos custos.
O presidente do sindicato dos postos de combustíveis do município, Bruno Agra, afirmou ao g1 que não houve excessos no reajuste dos preços. Ele explicou que fatores como a safra do etanol e o aumento do ICMS influenciaram o aumento dos preços, e destacou que, mesmo assim, o valor do combustível no município ainda é considerado relativamente favorável.
O sindicalista ainda ressaltou que os lucros do setor estão abaixo do permitido pela legislação brasileira, girando em torno de 12%, quando poderiam chegar a até 20%.
Campina Grande denuncia postos de combustíveis ao Ministério Público da Paraíba por suspeita de cartel
RPC
"O que aconteceu nesse último período, de dezembro a janeiro, foi o término da safra do etanol. Metade do ano tem produção de etanol e a outra metade do ano não tem produção. Inclusive, nessa metade que teve produção, é necessário ter estoques, tendo em vista que 30% da gasolina C é etanol, para suprir esses outros seis meses. É a lei da oferta e da procura. Não há produção, infelizmente, o valor aumentou e houve reflexo na gasolina", afirmou.
O Procon notificou todos os postos de combustíveis da cidade para que apresentassem explicações sobre o aumento no preço do combustível. Segundo o órgão, alguns estabelecimentos já não conseguiram justificar adequadamente os reajustes, o que pode levar à abertura de processos administrativos.
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